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Como aproveitar as redes sociais e impulsionar seu negócio

 

As recentes manifestações de rua ocorridas em todo o Brasil mostraram claramente como as redes sociais passaram a influir no comportamento da população. Por meio delas milhares de brasileiros se informaram sobre os protestos e se mobilizaram em torno de reivindicações comuns. Foi uma prova do poder da internet para encurtar distâncias, conectar pessoas rapidamente e em larga escala e disseminar opiniões de forma amplificada.

 

O empreendedor pode muito bem aproveitar a força das redes sociais nos seus negócios. Expandir a presença na internet, com uma conta no Facebook ou Twitter, por exemplo, para divulgar a marca e atrair consumidores é estratégico. Mas a iniciativa só vale se bem executada ou o efeito será insignificante e até prejudicial.

 

Posto que o público-alvo da empresa está nas redes sociais, é preciso se estruturar para sustentar as ações necessárias. Há gente na equipe para monitorar o que se passa nesse universo e que saiba lidar com situações que venham a ocorrer? Redes sociais exigem diálogo e interação com o consumidor. É um espaço onde o cliente se expressa, reclama, elogia, dá sugestões e quer respostas imediatas. Se ele sentir que está falando sozinho, o recurso se volta contra a empresa que passará a ser alvo de críticas – espalhadas na conhecida velocidade do mundo virtual. A empresa deve ouvir as demandas e ter agilidade para tomar providências. Muitos indivíduos protegidos pelo anonimato proporcionado pela internet falam coisas na web que não teriam coragem pessoalmente. Daí a necessidade de alguém com tato para agir nesses casos.

 

As redes sociais não podem virar meros catálogos digitais. O melhor é oferecer conteúdo sobre o que é vendido, o mercado, os lançamentos, falar de tendências, promoções, propor enquetes, emitir opiniões, compartilhar vídeos etc.

 

Elas são uma fonte rica em informações sobre o que o público pensa da empresa, do produto e do serviço e servem de guia para avaliar o que fazer.

Estar nas redes sociais não é marcar território. É ter em mãos uma ferramenta de grande utilidade para quem sabe usá-la.  

 

Bruno Caetano é diretor superintente do Sebrae-SP

 

 

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Comércio mostra força, mas o desafio é permanente

 

Pesquisa do Sebrae, divulgada na semana passada, mostra que 79,3% das micro e pequenas empresas (MPEs) do comércio paulista sobrevivem aos dois primeiros anos de vida. Este período é considerado o mais difícil, pois o negócio ainda não tem clientela formada e muitas vezes quem comanda é inexperiente.  O número está acima da média nacional, de 77,7%, para o setor. Além do mais, qualquer índice acima de 70% já pode ser considerado muito positivo.

 

A boa notícia chega em hora adequada: nesta semana comemora-se o Dia do Comerciante. Mas, celebrações à parte, é preciso ter os pés no chão. Não é porque a fase mais crítica foi superada que o jogo está ganho. O desafio é permanente. Mercado, comportamento do consumidor e cenário econômico mudam. Acomodar-se é uma armadilha.

 

Por isso, nunca é demais reforçar os princípios da boa gestão. O planejamento tem de ser constante. Se o negócio foi bem pensado antes de sua abertura, a prática deve ser mantida para cada passo do empreendimento.

 

Outro conceito básico diz respeito aos recursos financeiros. Verbas da empresa não se misturam com as pessoais do dono do negócio. Ele tem sua retirada mensal e ponto final. Jamais deve pegar dinheiro do caixa e correr até o banco para pagar a mensalidade da escola do filho.

 

Controle de estoque é ponto crucial. Se falta mercadoria, a loja perde vendas e deixa de ganhar. Se sobra, é prejuízo. Saber medir a demanda faz-se importantíssimo.

Inovação é mandamento para o negócio ter vida longa. Pode ser no produto, nos processos ou no serviço. Não se trata de reinventar a roda, mas de incorporar algo que não estava no repertório. É oferecer um item novo, adotar ferramentas tecnológicas ou reorganizar o atendimento, por exemplo.

 

Marketing entra no pacote e vai além da propaganda. Há uma gama de estratégias a serem usadas e basta avaliar qual a mais adequada no momento.

 

O comerciante tem o que comemorar no seu dia amanhã. Mas sempre com o radar ligado para aproveitar as oportunidades e contornar as dificuldades. E nessa data gostaria de pedir a permissão do leitor para homenagear uma comerciante muito importante em minha vida. Meu pai, que por quarenta anos dedicou-se à arte e ao ofício de encantar clientes em sua pequena loja de calçados.

 

 

Bruno Caetano é diretor superintente do Sebrae-SP

 

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Parceria para acessibilidade 

Lançamos em julho, em parceria com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Projeto Sebrae Mais Acessível. Uma parceria que representa um marco importante em favor da inclusão social e do empreendedorismo, e que vai beneficiar significativa parcela de cidadãos que residem no estado de São Paulo. 

Ainda que as micro e pequenas empresas (MPEs) não se enquadrem na Lei de Cotas, que obriga as empresas com 100 ou mais funcionários a preencherem de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência, nós lideraremos junto aos empresários a campanha em prol da contratação de pessoas com deficiência pelas MPEs. Ao valorizarmos este grupo social incentivando seu acesso a empregabilidade, colaboramos também com sua autonomia.

Além de incentivar os pequenos negócios a contratá-los ainda vamos estimular esses cidadãos para que empreendam. Por meio do Sebrae Acessível capacitaremos empresários e futuros empreendedores com deficiência em temas de gestão, tudo isso com o auxilio de vídeos, aplicativos com recursos de acessibilidade e biblioteca virtual com conteúdo também disponível em áudio. Com isso, a falta de informação deixará de ser um entrave para uma pessoa com deficiência abrir e manter uma empresa.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que os índices de pessoas na população brasileira com alguma deficiência – intelectual, motora, visual ou auditiva – passou de 14% em 2000 para 24% em 2010, totalizando 45,6 milhões de pessoas. Entretanto, menos de 9% estão incluídos no mercado produtivo,  e muitos desses ainda estão na informalidade. Com o Sebrae Mais Acessível vamos estimular a inclusão e formalização de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Um outro objetivo do programa é orientar empresários a atender de maneira adequada o consumidor que possui algum tipo de deficiência. Para tanto, foi elaborado o Guia de Relacionamento com o Cliente com Deficiência, que concentra informações e procedimentos técnicos para proporcionar o melhor atendimento a esse público.

Garantir os direitos de consumidor e também de empreender das pessoas com deficiência. Esses são os objetivos do programa Sebrae Mais Acessível. 

Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP

 

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Para fazer bonito no setor de beleza

Enquanto a economia brasileira patina (em 2012 o PIB cresceu apenas 0,9% e a previsão de avanço de 3% em 2013 já foi revista para baixo), o setor de beleza e estética se mantém aquecido. De acordo com a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), são abertos mais salões de beleza do que bares e lanchonetes na capital paulista. Entre janeiro e junho de 2012 surgiram 2.445 empresas de serviços ligados à beleza, alta de 85% ante o mesmo período do ano anterior. A Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza (Anabel) mostra que a quantidade de novos estabelecimentos desse tipo aumentou 78% em cinco anos; já a Associação Brasileira de Indústrias de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) indica que o setor vem crescendo, em média, 10,4% ao ano.

Ótimo negócio? Sim, desde que bem administrado. Como em qualquer ramo, a boa gestão separa o sucesso do fracasso. Mas prosperar implica cavar espaço em uma área muito concorrida.

Princípios básicos não podem ser esquecidos: bom atendimento, equipe competente, preço adequado, higiene... enfim, serviço de qualidade. Mas é preciso algo mais, que chame o cliente para seu negócio. No setor de beleza, estar permanentemente atualizado com a moda e as tendências é vital, assim como apresentar novos produtos, técnicas focar em nichos de mercado. O mantra da inovação deve ser repetido aqui.

Nesse tipo de negócio, o ambiente tem grande influência na formação da opinião da clientela. Lugar que vende beleza tem de ser bonito. Limpeza, cadeiras confortáveis, iluminação agradável, espelhos grandes, estacionamento, manobrista, café, chá e água, por exemplo, têm de estar no pacote.

O tempo das pessoas é sempre curto. A cliente não vai ao salão para ler revista nem ver TV enquanto espera. Pontualidade e rapidez sempre são importantes.

Oferecer horários diferenciados de atendimento e descontos em determinados períodos e para os assíduos também atrai público. E com esse objetivo, funciona bem a divulgação em revistas, jornais de bairro, folhetos, redes sociais e mala direta.

A oportunidade existe. Mas por mais tentadora que seja, só conseguirá aproveitá-la e ser competitivo quem trabalhar duro e com o direcionamento correto. 

Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP

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Hora do check-up: cuidado com a saúde financeira da empresa

 

Quando a saúde não vai bem, nosso organismo emite sinais de alerta. Com as empresas é a mesma coisa. Se a saúde financeira do negócio vai mal, logo dói no bolso do empreendedor. Nessa situação, o melhor é começar o tratamento o quanto antes.

 

Falta de organização, fluxo de caixa sempre no vermelho e não cumprimento de prazos com clientes são sintomas de dar náuseas em qualquer administrador.

Descompasso entre as necessidades pessoais do empreendedor e a capacidade de o negócio gerar recursos é outro indício. O dono da empresa precisa de mais verba do que o empreendimento pode produzir. As contas não fecham e recorre-se a um empréstimo. Depois um segundo para quitar o anterior e assim vai. O prontuário médico do negócio doente informa que a falta de recursos para honrar compromissos impede a conquista de novos mercados. 

 

A situação fica mais crítica quando os bancos passam a negar financiamentos. A empresa anêmica perdeu espaço para concorrência e, como bactérias resistentes ao antibiótico, as dívidas são tão altas que o patrimônio já não as cobre.

 

É preciso agir. Negociar com fornecedores, rever o mix de produtos e estoques, sincronizar prazos de pagamento e recebimento e implantar controles que permitam analisar a situação financeira periodicamente são ações de salvamento.

 

Deve-se fazer um raio X da empresa e da vida pessoal do proprietário para avaliar onde estão gastos passíveis de corte. Analisar mercado, aceitação do produto ou serviço, hábitos de consumo e adaptação do ponto comercial são fundamentais. Vale até pensar na venda do negócio total ou parcial, abrindo a possibilidade para a entrada de sócios.

 

No entanto, se o raio X indicar um quadro irreversível, sem crédito e mercado em queda, só resta desligar os aparelhos. É hora de encerrar a empresa, negociar com credores formas de pagamento ou repassar o controle para um deles que tenha interesse. Importante nesse momento, em que a pessoa jurídica está comprometida, é proteger a pessoa física, tirando, dentro dos limites legais, as pendências financeiras do nome do responsável.

Mas a prevenção é sempre o melhor remédio. E se faz com a vacina chamada boa gestão.

 

Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP

 

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