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Notícias em O melhor do bairro de Butantã, São Paulo, SP

segunda-feira, 01 de abril de 2013
Subprefeitura Butantã apresenta projeto de ciclovia da avenida Eliseu de Almeida

 

Em concorrida Audiência Pública realizada em março, o subprefeito do Butantã, Luiz Felippe de Moraes Neto, apresentou o projeto da ciclovia que será construída na avenida Eliseu de Almeida, ligando a cidade de Taboão da Serra até as proximidades da ponte da Cidade Universitária.
Um dos maiores anseios da população da área, que sofre com o pesado trânsito nas vias à região, a ciclovia deve finalmente sair do papel. “Este é o projeto executivo, detalhado”, informou o subprefeito que, atendendo ao pedido de representantes dos ciclistas, vai receber uma comissão para discutir a fundo todos os pontos da obra. “Queremos garantir que os ciclistas tenham muito conforto no uso da ciclovia e, principalmente, segurança no bairro Butantã”, enfatizou o Subprefeito do Butantã.
O projeto apresentado tem custo estimado em R$ 1,8 milhão.

Outro ponto importante do projeto apresentado pela Subprefeitura do Butantã é que ele pode ser executado independentemente das obras de adequação do pavimento da av. Eliseu de Almeida, outra importante obra prevista para a região.
A pista para as bicicletas será construída no canteiro central da avenida, com pavimento adequado, cor em conformidade com padrões internacionais etoda a sinalização, tanto vertical como horizontal. “Será uma ciclovia que dará ênfase para a bicicleta como meio de transporte, não como uma forma de lazer”, destacou o Subprefeito do Butantã.
A Audiência Pública foi conduzida pelo vereador Gilberto Natalini e contou com a presença dos vereadores José Police Neto, Floriano Pesaro, Adilson Amadeu e Nabil Nobuki, além de representantes dos vereadores Marco Aurélio Cunha, Ricardo Young e Aurélio Miguel.
Também esteve presente o secretário de Esportes, Celso Jatene. “Agora a ciclovia da Eliseu de Almeida sai do papel”, exaltou o subprefeito do Butantã.
Fonte: Jornal Oeste News

domingo, 10 de março de 2013
Cientistas da USP usam navio para estudar ciclo de carbono marinho

 

A cena lembra a de um bando de retirantes aglomerados em volta de um carro-pipa no sertão nordestino. Só que no meio do oceano.

 

Assim que cada garrafão é içado das profundezas pelo guincho, uma fila de pesquisadores com baldes, galões e garrafas térmicas vazias se forma no convés do Navio Oceanográfico Alpha Crucis para coletar o líquido precioso. Em poucos minutos, a água é separada e distribuída pelos laboratórios da embarcação: 60 litros para genética de bactérias, outros 60 litros para análise de clorofila, mais 20 litros para microscopia de plâncton, e por aí vai. Dia após dia, garrafa após garrafa, o ciclo se repete cada vez que o navio "estaciona" em um novo ponto de coleta.

O líquido tão cobiçado pelos cientistas parece não ter nada de especial. É água do mar, transparente e inodora; aparentemente igual à que qualquer criança poderia coletar com um baldinho na orla de Santos. Só que as aparências enganam. O navio está em alto-mar, a 200 milhas náuticas (370 km) do Porto de Santos, e o leito do oceano aqui não dá pé para ninguém - está mais de 2 mil metros abaixo do casco do Alpha Crucis, submerso em escuridão eterna. As amostras de água coletadas aqui são bem diferentes das da praia, e valem ouro para a oceanografia brasileira.

"É água, sim, mas uma água muito cara", resume, com precisão germânica, o alemão Rudiger Rottgers, único estrangeiro a bordo, numa equipe de 18 professores e jovens cientistas de universidades de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Cada dia do Alpha Crucis no mar custa cerca de R$ 54 mil, incluindo combustível, alimentação, salários da tripulação e outros gastos operacionais. O navio, de US$ 11 milhões, foi comprado em 2012 pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com a proposta de revolucionar as ciências oceânicas no Brasil. Com 64 metros e capacidade para passar até 70 dias contínuos no mar, é o maior navio de pesquisa civil da história da oceanografia nacional.

É fim de janeiro. Esta é a quarta expedição de pesquisa do Alpha Crucis desde que o navio chegou ao Brasil, em maio do ano passado. Três delas dedicadas ao projeto Carbom (Caracterização Ambiental e Avaliação dos Recursos Biogênicos Oceânicos e da Margem Continental Brasileira e Zona Oceânica Adjacente), que tem como objetivo descrever e quantificar todos os processos relacionados ao ciclo de carbono no oceano brasileiro. Um desafio de proporções oceânicas, literalmente.

Os resultados serão cruciais para o estudo de questões relacionadas às mudanças climáticas, à sustentabilidade da pesca, à biotecnologia e à conservação da biodiversidade marinha. "O carbono é a base de tudo, pois é a matéria-prima da matéria orgânica que alimenta todos os processos biológicos e muitos dos processos bioquímicos do oceano", justifica o pesquisador Frederico Brandini, do Instituto Oceanográfico da USP, que coordena o projeto.

O objetivo é descrever como gira a "economia de carbono" do oceano brasileiro, quantificando tudo que entra e tudo que sai, quanto fica estocado, por quanto tempo, de que forma (no plâncton, nos peixes, nos sedimentos ou dissolvido na água), e qual o saldo disso tudo para os seres humanos, os seres marinhos e o planeta como um todo. "Sabemos como esses processos funcionam qualitativamente, mas precisamos entendê-los também quantitativamente para tomar decisões. Precisamos de números", explica Brandini.

Toda essa contabilidade está embutida de alguma forma nas amostras de água trazidas a bordo. Por mais transparentes que sejam, elas contêm "escondidas" dentro delas milhões de células de plâncton e de moléculas orgânicas dissolvidas. As quantias variam de acordo com a profundidade, a distância da costa e outras características geofísicas do local. E é justamente nessas diferenças que os cientistas estão interessados.

A expedição dura seis dias, com poucas horas de sono entre cada um. O navio não para de se mexer jamais, e a sensação é que o trabalho a bordo também não para nunca. Centenas de amostras de água, de várias profundidades, são coletadas de um total de 14 pontos (chamados "estações oceanográficas") selecionados ao longo do percurso, para serem levadas de volta a terra para análise.

É só o início de uma longa jornada científica oceânica, prevista para consumir três anos de pesquisa, incluindo mais dez expedições com o Alpha Crucis no Sudeste e no Nordeste. O Carbom faz parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para o Oceanos, envolvendo 14 instituições e 120 cientistas.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
           10/03/2013

terça-feira, 05 de março de 2013
Cientista da USP é denunciado no CNPq

O CNPq-Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológicoas aceitou a denúncia contra o diretor do ICB da USP ( Instituto de Ciências Biomédicas ), o pesquisador Rui Curi.

Três acusações foram feitas contra Rui Curi: duas de manipulação de resultados e outra de autoplágio.
A decisão sobre a culpabilidade do pesquisador será tomada após reunião, em Abril próximo, do CIAC-Comissão de Integridade na Atividade Científica do CNPq.

As acusações foram publicadas no blog de denúncias Science Fraud que indica a manipulação de resultados em experimentos de alguns trabalhos.
Curi reconheceu os erros mas afirma que não foram intencionais e que isto não modifica os resultados dos estudos.

sexta-feira, 01 de março de 2013
Fernando Haddad nomeia o chefe de gabinete da subprefeitura do Butantã

Foi nomeado pelo prefeito Fernando Haddad o chefe de gabinete da subprefeitura do Butantã: José Roberto Canassa.

A indicação foi feita pelo vereador Aurélio Miguel (PR) e atendeu alguns requisitos exigidos pelo prefeito Haddad para estes cargos: não tem histórico de processos na justiça, mora na região do Butantã e já trabalhou na coordenadoria de esportes da subprefeitura.

José Roberto Canassa foi diretor de patrimônio do São Paulo Futebol Clube e vice presidente da Federação Paulista de Judô.

Junto com Aurélio Miguel, fez uma uma ação em 2010 para tentar anular a reeleição de Juvenal Juvêncio para presidente do São Paulo em 2011.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Butantã prepara testes de vacina contra dengue

O Instituto Butantã espera iniciar em um mês em São Paulo os testes em voluntários para o desenvolvimento de uma vacina brasileira contra o vírus da dengue. 
A expectativa é de que até 2015 o medicamento seja colocado à venda no País. 
O médico imunologista Jorge Kalil, um dos responsáveis pela vacina, diz que o início dos primeiros testes com seres humanos depende apenas da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). 

Esta é a segunda fase da pesquisa, que teve início a partir de um produto desenvolvido desde 2005 em laboratórios norte-americanos.
"Pretendemos iniciar em 30 dias essa nova etapa, que deve se prolongar pelos seis meses seguintes", afirma Kalil.
Ele explica que a terceira fase será aleatória, com testes cegos em pessoas expostas a áreas com altos índices de casos de dengue, em experimentações que vão durar outros seis meses.
"Depois disso, se tudo ocorrer como o planejado, enviaremos um dossiê para os órgãos de saúde para posterior aprovação", afirma Kalil.
No País, porém, há outra vacina sendo testada. O laboratório francês Sanofi Pasteur atua em cinco capitais brasileiras (Campo Grande, Fortaleza, Goiânia, Natal e Vitória) para verificar os efeitos, que até o momento têm sido parciais - o medicamento mostrou capacidade para proteger contra três das quatro cepas virais causadoras da doença.
Caso seja aprovada, a vacina do laboratório francês poderá ser colocada no mercado em 2014. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
BRUNO DEIRO - Agência Estado 

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